Determinada religião diz que Jerusalém foi destruída em 607 a.C. e os historiadores dizem 587 (ou 586). Quem está certo?
O objetivo desse esforço em contradizer uma data bem estabelecida pelos especialistas tem a ver com uma escatologia chamada de “sete tempos dos gentios”, que também já foi defendido por adventistas do século XIX. Segundo seus defensores, um período profético de 2.520 anos terminou no ano de 1914 d.C. e o início dessa contagem teria começado no ano da primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios.
Assim, para se chegar ao ano de 1914 é necessário que Jerusalém tenha sido destruída em 607 a.C. O problema, para quem defende isso, é que existe uma quantidade colossal de evidências arqueológicas do período neobabilônico da antiga Mesopotâmia, segundo as quais é impossível datar tal evento em 607, com especial destaque para as observações astronômicas que foram registradas por escribas de Babilônia.
Ademais, a data 587 que se obtêm desses achados está em perfeita harmonia com o registro bíblico, ao contrário do que diz a referida religião.
Caso queira se inteirar sobre esse assunto, recomendo a leitura do estudo acessível neste link.
