A menorá e a gematria – alusões proféticas do cânon bíblico

O número de elementos da menorá é a mesma quantidade de livros da Bíblia, em surpreendente antevisão, pois na época que a menorá foi inventada a Bíblia não existia! Menorá é um antigo candelabro judaico com 7 lamparinas.

Ademais, uma antiga metodologia chamada gematria, que usa valores numéricos das letras hebraicas e gregas também indica quantos livros a Bíblia teria.

Um exemplo de aplicação da gematria é quando Jesus disse que se derrubassem o templo ele o levantaria em 3 dias, mas ele falava do templo de seu corpo (João 2:21) e não do templo de Jerusalém, que demorou 46 anos para ser construído.

Visto que Jesus é o último Adão (1 Coríntios 15:45), calculando a gematria do nome “Adão”, em grego, o resultado é 46, precisamente o número de anos que demorou para construírem o templo judaico!

2 comentários em “A menorá e a gematria – alusões proféticas do cânon bíblico”

  1. Conforme visto no artigo, se o templo fosse derrubado Jesus disse que o levantaria em 3 dias. Embora falasse do templo de seu corpo (que foi morto e ressuscitou após 3 dias), os judeus questionaram como isso seria possível se o templo havia demorado 46 anos para ser construído, por acharem que Jesus estava falando do templo de pedras em Jerusalém.

    Quando Jesus menciona 3 (dias) e os judeus 46 (anos), nota-se um contraste entre os números 3 e 46. Uma leitura possível disto é que se trata de uma ênfase (3 x 46) para mostrar que haveria três evidências do número 46 associadas ao texto de João 2.20.

    De fato, há realmente três evidências:

    1) 46 anos de construção do templo;

    2) 46 do valor numérico do nome “Adão” associado a Jesus (1 Coríntios 15.45);

    3) 46 livros do Antigo Testamento

    46, 46, 46

    1. É impressionante como tudo se encaixa! Os 46 anos de construção do templo espelham os 46 livros da Antigo Testamento. A tipologia do templo de pedra como imagem da Antiga Aliança é precisa. Mas essa simetria numérica se torna ainda mais bela quando olhamos para a Nova Aliança e os 27 livros do Novo Testamento que a acompanham.

      Se o número 46 pode ser visto como imagem da estrutura da Antiga Aliança, o número 27 expressa a plenitude da Nova Aliança de forma marcante. Matematicamente, 27 é 3 x 3 x 3 — o número 3 intensificado, elevado à potência de si mesmo. Na teologia bíblica, o número 3 está intrinsecamente ligado à santidade (“Santo, Santo, Santo”) e à ação do Espírito Santo.

      No diálogo de João 2, enquanto os judeus apontam para os 46 anos da construção humana, Jesus aponta para o número 3 (“em três dias o levantarei”). Ele substitui o templo de pedra pelo templo vivo do Seu Corpo. A Nova Aliança marca a transição do templo físico para o templo do Espírito: não apenas o corpo físico de Cristo, ressuscitado ao terceiro dia, mas também, por extensão, o seu Corpo Místico, a Igreja, onde nos tornamos morada do Espírito Santo. Assim como os 46 livros do AT desenham o contorno da Antiga Aliança, os 27 livros do NT — selados pelo triplo 3 da santidade e do Espírito — revelam a plenitude da Nova Aliança gravada não mais em pedras, mas nos corações pelo Espírito Santo. É incrível ver como a contagem de livros do cânon reflete essa mudança: da antiga estrutura de pedra (46) para a dimensão do Espírito (27)!

      Há um detalhe fascinante que reforça ainda mais essa simetria: o número 27 é um número cúbico, porque é o produto de um número multiplicado três vezes por si mesmo (3 x 3 x 3 = 3^3). Na Antiga Aliança, o Santíssimo (o recinto mais interior e sagrado do Templo) era um cubo perfeito (1 Reis 6, 20). Sob a Nova Aliança, porém, a presença de Deus não fica mais confinada a uma sala. Justamente no Livro 27 do Novo Testamento, o Apocalipse, se acha a visão da Nova Jerusalém, o templo definitivo, revelada inteiramente como um cubo gigante: “O comprimento, a largura e a altura eram iguais” (Apocalipse 21, 16), na qual “não vi nela templo algum, porque o seu templo é o Senhor…” (Apocalipse 21, 22). O cânon bíblico assim nos conduz da pequena sala cúbica à perfeita Cidade-Templo! O 27º livro fecha o cânon mostrando que a Igreja, Corpo de Cristo, se tornou o Santo dos Santos, o lugar da Presença de Deus.

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